CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 923
Suspensa a execução, não serão praticados atos processuais, podendo o juiz, entretanto, salvo no caso de arguição de impedimento ou de suspeição, ordenar providências urgentes.

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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Art. 923 do Código de Processo Civil: Uma Análise Clara e Educativa

O artigo 923 do Código de Processo Civil (CPC) trata de uma questão fundamental para a efetividade da justiça: a preservação dos bens que são objeto de litígio. Em termos simples, este artigo estabelece que, enquanto durar o processo judicial, os bens que estão sendo disputados pelas partes não podem ser alienados, desonerados ou, de qualquer forma, prejudicados.

O Que Significa "Preservar os Bens"?

A preservação dos bens no contexto processual significa que eles devem ser mantidos em seu estado original, sem sofrer alterações que possam diminuir seu valor, sua utilidade ou sua integridade. Imagine um carro que é o objeto de uma disputa de propriedade. A lei impede que uma das partes, por exemplo, venda o carro para terceiros ou o desmonte, antes que o juiz decida quem é o verdadeiro dono.

Objetivos Principais do Art. 923:

  • Garantir a Efetividade da Decisão Judicial: O principal objetivo é assegurar que, ao final do processo, a decisão judicial possa ser executada de forma plena. Se os bens forem alienados ou deteriorados, a decisão pode se tornar inócua, não atingindo seu propósito.
  • Proteger os Interesses das Partes: Tanto o autor quanto o réu têm interesse na preservação dos bens. O autor busca que o bem seja entregue a ele em boas condições, enquanto o réu pode ter o direito de permanecer com o bem ou de ser ressarcido por ele.
  • Evitar o Enriquecimento Ilícito: Impede que uma das partes se beneficie indevidamente da situação de litígio, vendendo ou deteriorando o bem para obter lucro ou se livrar de uma responsabilidade.

Como Essa Preservação é Garantida?

A lei não deixa essa preservação apenas na teoria. Ela prevê mecanismos para que isso aconteça na prática. Em geral, a preservação se dá por meio de:

  • Apreensão ou Depósito: Em muitos casos, o juiz pode determinar que o bem seja apreendido e depositado em mãos de um terceiro de confiança (um depositário fiel) ou de uma das partes, sob fiscalização judicial. Isso impede que o bem saia da esfera de controle do judiciário.
  • Medidas Cautelares: O juiz pode, a pedido das partes, decretar medidas cautelares específicas para garantir a conservação do bem, como a proibição de determinada atividade que possa danificá-lo.
  • Proibição de Alienação: A própria proibição de venda ou transferência do bem já é uma forma de preservação.

A Importância da Comunicação e do Registro

É fundamental que as partes e terceiros interessados estejam cientes da existência de um litígio envolvendo determinados bens. Por isso, em casos de bens imóveis, por exemplo, é comum que a existência da ação judicial seja averbada na matrícula do imóvel, tornando pública a disputa e impedindo a sua venda a terceiros de boa-fé sem que estes tenham conhecimento do litígio.

Em Resumo:

O artigo 923 do CPC é um dispositivo de suma importância para a segurança jurídica e para a efetividade do processo judicial. Ele garante que os bens em disputa sejam protegidos de qualquer ato que possa prejudicar a sua integridade ou o seu valor, assegurando que a decisão final do juiz possa ser cumprida sem obstáculos. Trata-se de uma medida essencial para evitar prejuízos e garantir que a justiça seja feita de forma completa.